Proteja quem você ama. Mantenha as vacinas em dia!
Celebrado em 5 de outubro, Dia Mundial de Combate à Meningite reforça a importância da prevenção, da vacinação e do reconhecimento dos sinais da doença. O alto índice de casos levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a estabelecer a estratégia global “Derrotar a Meningite até 2030”, com o objetivo de chegar a um mundo livre da doença. Além da eliminação das epidemias de meningite bacteriana, a vacinação está no foco das metas para redução em 50% dos casos preveníveis dessa forma da doença, e em 70% das mortes, bem como da redução das sequelas e da melhoria da qualidade de vida das pessoas afetadas.
A vacinação, o diagnóstico e tratamento rápidos, a vigilância epidemiológica e o cuidado adequado às pessoas que apresentam sequelas estão entre as estratégias fundamentais para alcançar esses objetivos.
Em 2025, o Brasil registrou 13.653 casos de meningite de todas as etiologias. Na cidade de São Paulo, em 2025, foram 148 confirmações da doença meningocócica, uma das formas mais graves. Em 2026, até 31 de agosto, foram 108 contaminações em residentes no município. (Fontes: Painel MS-Boletim Covisa)
Na rede pública de saúde do município de São Paulo, estão disponíveis vacinas que protegem contra os diferentes agentes causadores da meningite, contemplando esquemas preconizados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Os imunizantes são disponibilizados conforme a faixa etária, histórico vacinal e indicações específicas.
*Neste ano, a cobertura vacinal de crianças de 0 a 1 ano na cidade de São Paulo está acima dos índices registrados em 2025 para todas as vacinas recomendadas para a prevenção da meningite. A cobertura da BCG passou de mais de 88%, em 2025, para quase 91%, em 2026; a da pneumocócica 10, de 94% para mais de 97% (considerando também a pneumocócica 20, que começou a ser ofertada neste ano); a da pentavalente, de 91% para quase 97%; e a da meningocócica C, de 93% para 98%.
No recorte por aplicações da vacina pneumo20 em números globais, foram 82.702 doses no período entre 20 de junho e 28 de setembro, em todas as regiões da cidade. Já a imunização de pessoas acima de 85 anos, iniciada em 14 de setembro, alcançou 1.448 doses aplicadas até 28 de setembro. (Fonte: Sigapep_dados provisórios sujeitos a alteração)
Diferentes causas
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser provocada por vírus, bactérias, fungos e parasitas, com risco de rápida evolução. Entre as bactérias causadoras da doença estão Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Haemophilus influenzae e Neisseria meningitidis (meningococo responsável pelo tipo meningocócico).
A transmissão depende do agente causador. No caso das bactérias, ocorre por gotículas e secreções respiratórias, principalmente em situações de contato próximo.
Os principais sinais de meningite bacteriana incluem febre; dor de cabeça intensa; rigidez de nuca; náuseas e vômitos; sensibilidade à luz; e sonolência ou alteração do estado mental.
Na doença meningocócica, os sinais incluem manchas vermelhas ou arroxeadas na pele. Em bebês, irritabilidade, sonolência, recusa alimentar, vômitos e abaulamento da fontanela (moleira).
A recomendação é procurar o atendimento de saúde se houver algum sinal de suspeita da doença.
Confira o esquema vacinal
A vacina BCG é recomendada em dose única ao nascer, preferencialmente ainda na maternidade. Ela protege contra as formas graves e disseminadas da tuberculose, incluindo a meníngea.
As vacinas pneumocócicas conjugadas (VPC) protegem contra doenças graves causadas pela bactéria pneumococo, como a meningite. Atualmente são adotadas para crianças, administradas aos 2 meses com a VPC20, aos 4 meses com a VPC10 e aos 12 meses com a VPC20, como dose de reforço.
A nova orientação do PNI ampliou a imunização com a Pneumo 20 para pessoas com 85 anos ou mais. A vacina protege contra doenças causadas pelo Streptococcus pneumoniae, entre elas, pneumonia, meningite, sinusite, otite média e outras infecções graves.
A vacina pentavalente (DTP/HB/HIB), indicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, protege contra doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B, entre elas a meningite. A meningocócica C, recomendada aos 3 e 5 meses de idade, protege contra doenças meningocócicas invasivas causadas pela Neisseria meningitidis do sorogrupo C, incluindo meningite e meningococcemia.
Já a meningocócica ACWY é indicada no reforço aos 12 meses de idade e para adolescentes entre 11 e 14 anos, para prevenir doenças meningocócicas invasivas causadas pela Neisseria meningitidis dos sorogrupos A, C, W e Y (incluindo meningite e meningococcemia).
Além da vacinação, medidas como lavar as mãos, manter os ambientes ventilados e adotar a etiqueta respiratória também ajudam a prevenir infecções.
Fonte: Prefeitura de São Paulo
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